- Quando era miúdo era tão impopular, mas tão impopular mesmo, que não era gordo mas mandavam-me sempre para a baliza.
- No outro dia, vi no comboio uma senhora que usava, como marcador de página do livro que lia, um talão do Continente. Quem me dera ser tão fixe, eu que uso um reles cartão do Professor Karamba que me deram no Cais do Sodré.
- Ainda a notícia do gajo que foi condenado a pena suspensa por piratear músicas dos Delfins, da Alanis Morissette e do João Pedro Pais. Eu também considero a pena completamente descabida! Pena suspensa. “Suspensa”?!
- Há uns tempos fui dar uma corrida. Encontrei um grupo de pessoas a fazer uma espécie de meditação em grupo. Um dos tipos – ao mesmo tempo que fazia calmamente os gestos – tinha um sabre na mão. Um sabre! O que é que se segue? Um gajo a fazer yoga com uma AK47?!
- Nesse mesmo dia (sim, foi um dia em grande), ao voltar a casa, estava a decorrer uma espécie de torneio de futebol infantil num campo de uma escola lá ao pé. Mesmo não sendo pedófilo, achei bem ver crianças dos seus 7 ou 8 anos a divertir-se em grupo e a praticar, em nome de uma vida saudável, desporto. Depois vi que todos eles jogavam bem melhor que eu. Passei o resto do dia fechado em casa, deprimido.
- Aquela cena de não se poder fumar dentro do carro com crianças pode ser bastante grave. Se, para conduzirmos em paz, não se puder dar cigarros aos putos, como é que lhes calamos a tromba?!
- Odeio aquele género de programas sobre fama. Atores, músicos e, já agora, apresentadores que vão para a televisão celebrar a sua mediocridade. Porreiro era, quando um convidado vai ao estúdio e se senta, o apresentador recebendo-o com o habitual “Então, tudo bem contigo? Que tens feito?”, o gajo responder confundido “Como assim? Mas ainda agora nos vimos, quando snifámos coca no camarim…”
- Dia 25 de maio de 2012. Primeira página do Público e Correio da Manhã, respetivamente:
“Pais e professores antecipam catástrofe nos resultados do 9.º ano a Matemática”
“PJ investiga ameaça de chacina em escola”
Pois é. A mesma história, títulos diferentes.
- Já repararam naquela cena em anúncios do “PVP recomendado”? Preço de venda ao público recomendado? Tipo uma embalagem de Skip e tem o PVP recomendado, não sei quantos euros? Quando um tipo aceita um cargo público (deputado, gestor de empresa pública) deveria aparecer uma cena dessas no contrato. “PVP recomendado: a sua alma!”
- Haverá algo mais patético que uma ameaça de bomba numa convenção de bombistas-suicidas? Ah, ya: a Alexandre Lencastre a tentar falar com sotaque alentejano.




